Ferroviários voltam ao trabalho depois de greve vitoriosa

A paralisação contou com elevadíssima adesão da categoria e forçou o governo a transigir, negociando e atendendo às exigências apresentadas pelos sindicatos para retomar as atividades

Após acordo entre o governo de São Paulo e sindicatos dos ferroviários e Engenheiro, foi encerrada na tarde de quinta-feira (15) a greve que afetou a circulação de pelo menos quatro linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A circulação dos trens nas linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa. das Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa começou a ser retomada de forma gradativa a partir das 17h30.

A decisão foi tomada em assembleia depois de a CPTM e o Governo Estadual aceitarem a proposta da categoria. “Ninguém nos procurou ao longo do dia, estávamos caminhando para a continuação da greve, mas no último momento o Secretário de Transportes, Alexandre Baldy, resolveu nos ouvir e chegamos a um acordo”, esclarece o presidente interino do Sindicato da Sorocabana, José Claudinei Messias.

Os ferroviários, através dos Sindicatos da Sorocabana, São Paulo e Engenheiros, protestavam contra a insistência da empresa em reajuste zero pelo segundo ano consecutivo e ainda o calote da CPTM sobre o pagamento do PPR 2020, “no ano passado nossa categoria não teve reajuste e esse ano a empresa queria seguir pelo mesmo caminho, mas como os ferroviários vão sobreviver, pagar as contas se tudo aumentou, menos o salário. A solicitação não é nada além de um pedido de respeito da empresa com os seus funcionários”, explica Messias.

A proposta feita pelos ferroviários para o encerramento da greve foi:
– 50% do PPR 2020 pagamento dia 10/08/2021;
– 50% restante do PPR 2020, com acréscimo da multa contratual em 10/01/2022;
– Não recorrer ao TST das decisões dos Dissídios Econômicos 2020 e 2021

O compromisso por parte das Entidades Sindicais é de suspensão do movimento grevista, com retorno gradual às atividades.

O secretário de transportes, Alexandre Baldy, entrou no circuito e decidiu aceitar a proposta dos ferroviários. “Nós tentamos negociar durante todo o dia com a CPTM, mas não houve êxito. Quando já estávamos em assembleia para seguir com a greve, o secretário resolveu entrar em contato e aceitar o que estávamos propondo”, finaliza Messias.

Com o acordo, todas as linhas da CPTM funcionarão normalmente nesta sexta-feira (16) a partir das 4h, início da operação comercial.

Os trabalhadores da CPTM são representados pelos seguintes sindicatos:

Sindicatos dos Engenheiros de São Paulo: representa os trabalhadores da manutenção e engenharia das linhas.

Sindicato dos Ferroviários de São Paulo: trabalhadores das linhas 7-Rubi (Jundiaí/Brás) e 10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás);

Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana: trabalhadores das linhas 8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes), 9-Esmeralda (Osasco/Grajaú)  e 13-Jade (ferroviários de estações localizadas na cidade de Guarulhos);

Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil: trabalhadores das linhas 11-Coral (Estudantes/Luz) e 12-Safira (Brás/Calmon Viana) e da 13-Jade (no trecho da capital paulista).

Antes dos impactos da pandemia de covid-19 sobre a demanda, as linhas da CPTM transportavam em torno de quatro milhões de pessoas por dia.

As linhas são:

7-Rubi (Jundiaí/Brás)

8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes)

9-Esmeralda (Osasco/Grajaú)

10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás)

11-Coral (Estudantes/Luz)

12-Safira (Brás/Calmon Viana)

13-Jade (Estação Aeroporto de Guarulhos/Engenheiro Goulart/Brás/Luz)

Por volta de 18h30, a STM (Secretaria dos Transportes Metropolitanos) emitiu uma nota sobre o fim da greve, afetou a circulação das Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa. A circulação dos trens começou a voltar de forma gradativa à partir das 17h30 de quinta.

O governo do Estado de SP irá fazer o aporte necessário à CPTM para pagar a Participação nos Resultados (PPR) de 2020. No acordo, a primeira parcela do PPR será paga no mês de agosto e a segunda em Janeiro. Em relação ao dissídio proposto pela categoria, o assunto será decidido pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Fonte: CTB

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